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EKOS Brasil para Observatórios SESI/SENAI/IEL | Instituto Ekos Brasil e Algae Biotecnologia realizam II Seminário Microalgas11/06/2013 Foto: EKOS Brasil  
Sérgio Goldemberg no II Seminário Microalgas (São Paulo, SP)

Por Manuela Schuttel

O evento contou com a presença de cerca de 80 participantes incluindo representantes da academia e de diversos setores industriais - sucroenergético, petróleo, cimentos, nutrição animal, geração de energias renováveis, entre outros

No último dia 05 de junho, o Instituto Ekos Brasil realizou em São Paulo o II Seminário Microalgas; o evento contou com a presença de cerca de 80 participantes incluindo representantes de diversos setores industriais – sucroenergético, petróleo, cimentos, nutrição animal, geração de energias renováveis, entre outros – além de acadêmicos de universidades envolvidas em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico neste setor. Estiveram presentes também representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, agências de fomento à pesquisa e desenvolvimento e câmaras de comércio internacionais.

Esta é a segunda edição do evento, realizado anteriormente em Julho de 2010. Segundo Ana Cristina Moeri, diretora do Instituto Ekos Brasil, o tema atrai cada vez mais a atenção do empresariado e comunidade científica brasileira, pelo seu alto potencial econômico: “Microalgas não são hoje somente uma promessa para o futuro, mas uma realidade que já está se traduzindo em projetos reais de investimento”, afirma Ana Cristina.

Empresas atuantes no setor, como a Petrobrás e Algae Biotecnologia tiveram a oportunidade de apresentar seus respectivos projetos na área de produção de biodiesel de microalgas. Sergio Goldemberg, Gerente-Técnico da Algae, deixou claro: “É necessário ainda vencer alguns gargalos tecnológicos, mas o escalonamento previsto dos projetos entre 2014-2016 deverá já permitir a implantação de unidades comerciais de biocombustíveis a partir daí”.

O setor de Nutrição Animal atraiu a atenção de empresas interessadas na inserção de biomassa de microalgas como componente de rações animais. Moira Nunes, consultora em aquicultura e palestrante no evento, apresentou um quadro promissor nesta área: “As empresas fabricantes de ração animal buscam soluções urgentes para a substituição de farinha e de óleo de peixe. Microalgas são ricas em proteínas e óleos que podem perfeitamente cumprir este papel”.

 A aplicação de microalgas na área de remediação ambiental já atrai investimentos de setores privados. A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa anunciou que executará entre 2013 e 2017 um projeto de pesquisa e desenvolvimento para biofixação de emissões de CO2 em uma de suas unidades de produção. Adriano Nunes, Diretor de Inovação e Sustentabilidade da InterCement afirmou que a empresa tem um forte compromisso de desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a redução do impacto da produção de cimentos no meio ambiente e que este projeto utilizando microalgas seguramente contribuirá neste sentido. A InterCement se associou à Algae Biotecnologia, UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para a execução deste projeto.

“Pretendemos prosseguir com a realização dos Seminários Microalgas, refletindo a expansão deste setor na economia nacional” afirma Ana Cristina Moeri, revelando seu otimismo em relação ao futuro.

Sobre o Instituto EKOS Brasil: O Instituto EKOS Brasil é uma organização sem fins lucrativos da sociedade civil criada em 2001 para preservação da biodiversidade e promoção da sustentabilidade.

Sobre a Algae: a Algae Biotecnologia é uma empresa nacional, integrante do Grupo Ecogeo, pioneira na América Latina no desenvolvimento de sistemas de produção de microalgas para aplicações nas áreas de biocombustíveis, nutrição animal e remediação ambiental.

Notícia originalmente publicada em Blog Observatórios SESI/SENAI/IEL
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