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EKOS Brasil | I Seminário Microalgas01/07/2010   Foto: EKOS Brasil
EKOS Brasil (divulgação)Especialistas brasileiros e internacionais irão demonstrar viabilidade comercial do uso de microalgas para produção de biocombustíveis, sequestro de carbono e tratamento de efluentes

Será realizado no  próximo dia 21 de julho, em São Paulo, o 1° Seminário Microalgas – “Utilização de microalgas para produção de biocombustíveis, sequestro de carbono e tratamento de efluentes”. O evento é promovido pelo Instituto Ekos Brasil, ONG que desenvolve projetos destinados a preservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável, e tem o apoio da empresa Algae, pioneira no desenvolvimento tecnológico de sistemas de cultivo de microalgas.  

O principal objetivo do seminário é demonstrar o grande potencial comercial dos biocombustíveis desenvolvidos por meio de microalgas, tecnologia que vem sendo desenvolvida com sucesso como alternativa para uma nova economia baseada em baixas emissões de carbono.  

O seminário reunirá importantes pesquisadores da área de microalgas e biomassa do Brasil e de outros países.

Uma das palestras mais aguardadas é a da professora doutora da Colorado School of Mines, Maria L. Ghirardi, que também é cientista do National Renewable Energy Laboratory (NREL) – instituição norte-americana considerada o “berço" das pesquisas com microalgas para produção de biocombustíveis.  

Também estarão presentes o engenheiro agrônomo Sergio Goldemberg, gerente Técnico da Algae Biotecnologia, o professor Reinaldo Bastos, do  Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal de São Carlos, o professor Eduardo Jacob-Lopes, da Faculdade de Engenharia Agrícola, da Universidade Federal de Pelotas, a pesquisadora doutora Anna Lucia Mourad, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e o engenheiro Paulo Vagner dos Santos, da Escola de Engenharia de São Carlos, (USP).  

Dentre os temas que serão abordados durante o encontro estão: “produção industrial de microalgas para biocombustíveis e sequestro de carbono”; “projetos de desenvolvimento tecnológico da Algae Biotecnologia”; “Integração do cultivo de microalgas em usinas de açúcar e álcool”; “utilização de microalgas para tratamento de efluentes urbanos” e “análise de ciclo de vida na produção de biocombustíveis de microalgas”.  

Cultivo de microalgas  

O cultivo de microalgas é feito, inicialmente, em reatores dentro do laboratório. Neles, as microalgas, alimentadas por nutrientes – sendo o CO2 o principal deles -, dobram de tamanho a cada dois dias. Elas geram uma grande quantidade de biomassa rica em óleo que pode ser extraída e transformada em biodiesel e bioquerosene para aviação. Durante o estágio inicial, a biomassabruta pode ser utilizada como substrato alternativo para biodigestores gerando biogás e biofertilizantes. Além disso, a biomassa contém proteínas que podem ser utilizadas na alimentação animal ou para a extração de compostos de alto valor agregado”. Conheça a seguir os principais setores industriais que podem ser beneficiados com utilização de microalgas:  

Sucro-energético: o cultivo de microalgas pode ser integrado à usinas de áçucar e álcool, com a utilização de sub-produtos da produção do etanol, como a vinhaça. Esta integração permite a economia de insumos fosseis para a produção do biodiesel de microalgas (que pode inclusive ser utilizado nos próprios equipamentos das usinas) além da despoluição da vinhaça.  

Cimentos e termelétricas: as microalgas podem sequestrar CO2 emitidos por estas indústrias. Ao conectar as chaminés destes setores “carbono-intensivos” a tanques ou fotobioreatores de cultivo de microalgas, é possível proporcionar a biofixação deste CO2 em biomassa de microalgas, que posteriormente será utilizada para transformação em biocombustivel.

Aviação: é possivel a produção de bioquerosene com o óleo extraído da biomassa de microalgas; o processo é distinto da produção de biodiesel, mas a matéria prima utilizada (óleo das microalgas) é a mesma.  

Aquicultura: a biomassa de microalgas pode servir como complemento em rações para peixes.  

Saneamento: o cultivo de microalgas integrado às Estações de Tratamento de Efluentes é uma solução de baixo custo para fornecimento de nutrientes às microalgas e também de despoluição do efluente.  

Sobre o Instituto EKOS Brasil

O Instituto EKOS Brasil é uma entidade sem fins lucrativos que atua no planejamento e implantação de unidades de conservação da biodiversidade e na promoção da sustentabilidade de sistemas produtivos em parceria com organizações brasileiras e internacionais.  

Sobre a Algae

A Algae Biotecnologia Ltda faz parte do Grupo Ecogeo, holding composta por cinco empresas especializadas em serviços geotécnicos e remediação ambiental, mudanças climáticas, mercado de carbono e energias renováveis. A Algae é a pioneira no desenvolvimento tecnológico de sistemas de cultivo de microalgas e cianobactérias no Brasil e na América Latina. O potencial de produção de biocombustiveis, de outros compostos de interesse industrial e sequestro de CO2 a partir destes microorganismos é imensuravel, e através de um projeto estruturado de pesquisa, a Algae em breve disponibilizará processos e equipamentos para a sua utilização comercial.

Notícia publicada originalmente em EKOS Brasil
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