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    Época Negócios | InterCement testa o uso de microalgas contra emissão de CO225/03/2013    Foto: Naira Silva/Algae
    Instalação piloto co-gerenciada pela Algae (Piracicaba, SP)Empresa do grupo Camargo Corrêa investe R$ 5,6 milhões em pesquisa para reduzir o impacto ambiental na produção de cimento

    A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa, vai investir R$ 5,6 milhões em uma pesquisa que usa microalgas para reduzir a emissão de CO2 na produção do cimento. A quantia será desembolsada ao longo dos próximos quatro anos.

    As microalgas tem alta eficiência fotossintética e são fixadoras de CO2, o principal vilão do efeito estufa. No processo que será analisado pelos pesquisadores, o gás de combustão proveniente dos fornos de cimento é direcionado para o cultivo das algas em tanques especiais, chamados de biorreatores. A estimativa é que a tecnologia possa neutralizar até 30% das emissões do dióxido de carbono na indústria cimenteira.

    O projeto envolve três centros de pesquisa: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), além da empresa de biotecnologia Algae.

    Um segundo convênio está sendo firmado entre a InterCement, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ, da USP) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). Nesse caso, o objetivo do projeto é avaliar o destino da biomassa de algas, após o processo de captação de CO2. A ideia é aproveitar o material como componente da ração de peixes e camarões.

    Notícia originalmente publicada em Época Negócios
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